PROLOGO
2010
A
faixa amarela isolando a cena de crime circulava o jardim e a entrada da bela
casa, naquela manhã quente de agosto. O local estava repleto de curiosos e os
policiais tinham dificuldade em mantê-los afastados. O tenente da Central de
Homicídios da cidade de São Francisco, Matt Dowling mostrou o distintivo e o
policial levantou a fita para que passasse.
Entrou,
torcendo que as evidências fossem conservadas mesmo com a movimentação de
tantos policiais. Encontrou o parceiro Dennis Blake anotando as primeiras
informações que recebia dos peritos.
─ O que temos? ─ perguntou oferecendo a batata
que estava comendo.
─ Problemas. ─ Dennis respondeu recusando a
oferta.
Com
um suspiro desanimado Matt amassou o saco do petisco e o colocou no bolso
enquanto seguia o parceiro para dentro da casa. Blake logo esclareceu:
─ Duas vítimas. Helena Robson, 21 anos,
solteira. Modelo.
─ Modelo? ─ Matt Franziu a testa. ─ Modelo? ─ Repetiu preocupado.
Blake
acenou com a cabeça respondendo à pergunta muda do parceiro.
─ Que merda! ─ Matt blasfemou indignado.
─ Helena era a dona da casa. Morava sozinha.
Foi morta no quarto. A segunda vítima foi identificada como Daril Osbourne, 28
anos, trabalhava com análise de sistemas. Informaram o desaparecimento dele
hoje de manhã. Foi morto na banheira.
─ Alguma chance de ser apenas coincidência?
─ Nenhuma. ─ Dennis abriu a porta do quarto. ─
Está igual.
─ Igual? Tem certeza?
─ Sim. Foi o mesmo cara.
O
local falaria por si.
Havia
sangue por todo o quarto. A jovem havia sido amarrada nos cantos da cama pelos
pés e pulsos, com tiras de couro. Alguns pedaços de tecido recobriam o corpo,
no que antes deveria ter sido uma bela camisola negra de cetim com cauda longa
de bordados prateados. A posição das pernas não deixava dúvida de que houvera
violência sexual. O ventre estava aberto. Os órgãos reprodutores haviam sido
retirados e jaziam ao lado dela na cama.
─ Meu Deus! ─ Matt não pode deixar de murmurar
chocado.
A
perícia fazia seu trabalho fotografando tudo e coletando o que pudesse de
alguma forma levar ao assassino.
─ O corpo de Helena apresenta sinais de
tortura e no primeiro momento os peritos acreditam que ela foi mantida imóvel
na cama por pelo menos dois dias. Vamos ver o relatório da autopsia.
Dennis
continuou caminhando com cuidado até o banheiro onde outra equipe trabalhava
junto ao corpo do homem. A garganta estava cortada, o peito aberto e os genitais
haviam sido extraídos.
─ Procurem nos canos do sanitário. Foi lá que
o infeliz jogou os da vítima da semana passada. ─ Matt murmurou vendo a perícia
procurar pelos órgãos decepados.
Eu comecei a ler essa semana e não vejo a hora e ter mais, porque é muito perfeito!
ResponderExcluirParabéns Nora ansiosa por mais!!!!
Obrigada Ingrid!! As postagens serão sempre as sextas as 22:30!!
ResponderExcluiradorei! está de parabéns. é um livro que te envolve, com certeza!
ResponderExcluirObrigada Carol!! Continue a leitura. Tenho certeza de que vai se surpreender!!
ExcluirSaudades desta história, vou ler novamente.Foi a melhor que já li. Bj
ResponderExcluirReleia sim amiga!! Relembre os detalhes, as emoções!! Fiz uma revisão e agora esta sem delongas... mais curto, dinâmico e ainda surpreendente!!!
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