segunda-feira, 1 de junho de 2020

PROLOGO

PROLOGO

2010

A faixa amarela isolando a cena de crime circulava o jardim e a entrada da bela casa, naquela manhã quente de agosto. O local estava repleto de curiosos e os policiais tinham dificuldade em mantê-los afastados. O tenente da Central de Homicídios da cidade de São Francisco, Matt Dowling mostrou o distintivo e o policial levantou a fita para que passasse.

Entrou, torcendo que as evidências fossem conservadas mesmo com a movimentação de tantos policiais. Encontrou o parceiro Dennis Blake anotando as primeiras informações que recebia dos peritos.

 ─ O que temos? ─ perguntou oferecendo a batata que estava comendo.

 ─ Problemas. ─ Dennis respondeu recusando a oferta.

Com um suspiro desanimado Matt amassou o saco do petisco e o colocou no bolso enquanto seguia o parceiro para dentro da casa. Blake logo esclareceu:

 ─ Duas vítimas. Helena Robson, 21 anos, solteira. Modelo. 

 ─ Modelo? ─ Matt Franziu a testa.  ─ Modelo? ─ Repetiu preocupado.

Blake acenou com a cabeça respondendo à pergunta muda do parceiro.

 ─ Que merda! ─ Matt blasfemou indignado.

 ─ Helena era a dona da casa. Morava sozinha. Foi morta no quarto. A segunda vítima foi identificada como Daril Osbourne, 28 anos, trabalhava com análise de sistemas. Informaram o desaparecimento dele hoje de manhã. Foi morto na banheira.

 ─ Alguma chance de ser apenas coincidência?

 ─ Nenhuma. ─ Dennis abriu a porta do quarto. ─  Está igual.

─  Igual? Tem certeza?

─  Sim. Foi o mesmo cara.

O local falaria por si.

Havia sangue por todo o quarto. A jovem havia sido amarrada nos cantos da cama pelos pés e pulsos, com tiras de couro. Alguns pedaços de tecido recobriam o corpo, no que antes deveria ter sido uma bela camisola negra de cetim com cauda longa de bordados prateados. A posição das pernas não deixava dúvida de que houvera violência sexual. O ventre estava aberto. Os órgãos reprodutores haviam sido retirados e jaziam ao lado dela na cama.

 ─ Meu Deus! ─ Matt não pode deixar de murmurar chocado.

A perícia fazia seu trabalho fotografando tudo e coletando o que pudesse de alguma forma levar ao assassino.

 ─ O corpo de Helena apresenta sinais de tortura e no primeiro momento os peritos acreditam que ela foi mantida imóvel na cama por pelo menos dois dias. Vamos ver o relatório da autopsia.

Dennis continuou caminhando com cuidado até o banheiro onde outra equipe trabalhava junto ao corpo do homem. A garganta estava cortada, o peito aberto e os genitais haviam sido extraídos.

 ─ Procurem nos canos do sanitário. Foi lá que o infeliz jogou os da vítima da semana passada. ─ Matt murmurou vendo a perícia procurar pelos órgãos decepados. 

6 comentários:

  1. Eu comecei a ler essa semana e não vejo a hora e ter mais, porque é muito perfeito!
    Parabéns Nora ansiosa por mais!!!!

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  2. Obrigada Ingrid!! As postagens serão sempre as sextas as 22:30!!

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  3. adorei! está de parabéns. é um livro que te envolve, com certeza!

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    1. Obrigada Carol!! Continue a leitura. Tenho certeza de que vai se surpreender!!

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  4. Saudades desta história, vou ler novamente.Foi a melhor que já li. Bj

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    1. Releia sim amiga!! Relembre os detalhes, as emoções!! Fiz uma revisão e agora esta sem delongas... mais curto, dinâmico e ainda surpreendente!!!

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